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Última atualização em Sex, 18 de Maio de 2012 19:06 Sex, 18 de Maio de 2012 19:02

O Internacional concordou com a saída de Paulo César Tinga do Beira-Rio. E fez bem. Ele merecia ter seu caminho rumo a uma aposentadoria mais tranquila e feliz facilitado.
Tinga, hoje com 34 anos, não foi e é apenas um volante – meia na origem, no Grêmio – de alto nível. Mais do que isso, se tornou um exemplo de profissionalismo, num universo onde oportunidades raras surgem a pessoas que ao natural estariam excluídas da ascensão social. Imagino que todos saibam, nesse nosso “País do futebol”, que mais de 90% dos jogadores profissionais ganham salário mínimo.
Tinga, não custa lembrar, não é nome ou sobrenome. É um apelido que o relaciona ao bairro onde nasceu e cresceu, a Restinga, negrinho pobre e franzino, destinado – pela ordem natural da vida – a amadurecer e envelhecer sem a dignidade que todo ser humano merece.
Lembro de ter entrevistado aquele jovem sonhador quando no início de carreira, e gravei na memória uma preocupação básica que tinha, a de dar à mãe, faxineira, uma condição social menos humilhante.
Tinga conseguiu o que quis. Defendeu grandes clubes, chegou à Seleção Brasileira, foi reconhecido na Europa por seu talento, e mesmo que tenha começado carreira no Grêmio, acabou se tornando campeão da Libertadores da América com a camisa de seu time de coração, o Inter.
Tinga, atualmente integrante de uma elite do futebol, salário milionário, acaba de dar adeus a esse clube, pois acertou com o Cruzeiro de Minas Gerais um contrato em valores excepcionais, de forma inesperada, por três anos.
O Inter o liberou, mesmo sabendo de seu valor como jogador e como líder. Não tenho dúvidas que para a equipe colorada fará muita falta, mas reforço ser o tipo de atleta que merece ter compensações pelo exemplo que sempre foi.
Direto de Porto Alegre
Foto: Site Oficial do Internacional
Qui, 17 de Maio de 2012 23:37
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O Grêmio, inegavelmente especialista em competições no estilo mata-mata, venceu o Bahia por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, e ficou bem próximo da fase semifinal da Copa do Brasil. Segue com 100% de aproveitamento e bem mais próximo de chegar ao pentacampeonato.
Vitória merecida, na casa do adversário, que até então se mantinha invicto no estádio de Pituaçu. Nem mesmo o fato de ter saído atrás no placar, tirou a tranquilidade e a concentração do time gaúcho que, mesmo sem mostrar um futebol deslumbrante, avança a passos largos rumo ao título.
O Bahia, treinado por Falcão – eterno inimigo gremista – saiu na frente com um gol de Júnior, aos 20min do primeiro tempo. Vantagem injusta, já que a equipe gaúcha era bem superior em campo.
O merecido empate veio aos 39, numa cobrança de falta por Fernando, em bola que desviou na barreira; e a virada se deu aos 27 da segunda etapa, em chute de Marco Antônio, após um rebote do goleiro.
“O bom na Copa do Brasil é fazer gol fora, mas conseguimos mais, fizemos dois e ganhamos a partida” resumiu o volante Fernando, melhor jogador em campo. Uma euforia inevitável, afinal o Grêmio pode avançar às semifinais da Copa do Brasil até mesmo se perder por 1 a 0, semana que vem, no estádio Olímpico, no segundo confronto dessa fase da competição.
uer dizer... A reviravolta da equipe baiana é improvável e o Grêmio está quase lá.
Foto: Divulgação
Direto de Porto Alegre
Qua, 16 de Maio de 2012 19:47

Neste final de semana começa mais um Brasileirão. O Inter no Beira-Rio, contra o Coritiba, o Grêmio no Rio de Janeiro, encarando o Vasco. É o início de uma nova caminhada rumo a um objetivo comum: acabar com o longo jejum da dupla gaúcha nesta que é a maior competição do País.
O Inter, como vem se repetindo nas últimas temporadas, arranca sendo considerado, de norte a sul, um dos favoritos ao título. Já virou rotina. O Grêmio, por sua vez, com conceito um pouco mais modesto, mas ainda assim esperançoso, confiando na estrela de seu vitorioso treinador, Vanderlei Luxemburgo, que já conquistou cinco vezes o Campeonato Brasileiro.
Todos sonham, colorados e gremistas, mas ao mesmo tempo todos desconfiam. O Inter, porque acumula fracassos há 31 anos, desde o inigualável título invicto de 1979. Que saudade sentem os vermelhos daquela década, na qual o time era o melhor do Brasil e levantou três canecos.
O Grêmio venceu menos, duas vezes, em 1981 e 1996, mas na eterna flauta Gre-Nal seus torcedores arrotam que a última conquista não foi há tanto tempo assim. Fazem "apenas" 15 anos. Mas, certamente, lá no fundo, não estão nada satisfeitos com essa rotina.
"Vou colocar o Grêmio na Libertadores do ano que vem", anunciou Luxemburgo assim que chegou ao clube gaúcho. Uma frase que revelou toda sua confiança em organizar o time tricolor de forma a se tornar um dos mais fortes do País nesta temporada – o que até agora não se confirmou.
No Inter o craque D'Alessandro, que já ganhou vários títulos com a camisa do clube - inclusive uma Libertadores da América – também demonstra confiança, embora tenha a certeza, como disse em entrevista nesta terça-feira, que "é o campeonato mais equilibrado e difícil que existe" – devido à quantidade de equipes com potencial para levar o troféu para casa.
D'Alessandro que, mais uma vez sem a melhor condição física, não deverá estrear, domingo, contra o Coritiba. Já pelo lado gremista, o começo contra o Vasco ainda não entrou na pauta. O grupo, nesta quinta-feira, só pensa no adversário da noite, o Bahia, pela Copa do Brasil.
Foto: Site Oficial Internacional
Direto de Porto Alegre
Última atualização em Ter, 15 de Maio de 2012 17:59 Ter, 15 de Maio de 2012 17:56

Volante Sandro Silva, em briga ainda não explicada, está fora da estreia no Brasileirão
Na semana passada, após a eliminação do Inter da Libertadores da América, dois jogadores, o meia Jajá e o atacante Jô, foram para a balada, na noite do Rio de Janeiro, e acabaram não retornando ao hotel onde o grupo colorado estava concentrado. Como punição, foram afastados das atividades e nem relacionados para o jogo decisivo do Campeonato Gaúcho, contra o Caxias, domingo, no qual o Inter conquistou seu 41º título estadual.
Pois foi exatamente na noite desse domingo, durante as comemorações, que um outro atleta foi vítima da balada e, como consequência, está fora da estreia do Inter no Brasileirão, contra o Coritiba, no final de semana. A vítima da noite, dessa vez, foi o volante Sandro Silva, autor de um dos gols do jogo final – que acabou em 2 a 1 – e atleta que foi considerado um dos principais destaques colorados na competição.
Sandro foi, acompanhado dos parceiros de time Gilberto e Rodrigo Moledo, fazer a festa num bar do bairro Mont Serrat, na capital gaúcha. Lá, se envolveu em uma enorme confusão, que acabou sendo depois informada a vários veículos de comunicação por frequentadores que tudo assistiram. Segundo essas informações, o volante estava com uma mulher, reagiu quando um outro homem mexeu com ela, e ambos acabaram indo para a rua onde teriam se engalfinhado.
Os detalhes passados à imprensa pelas testemunhas são muitos, mas sabe-se que, como resultado final, Sandro Silva está com um corte no joelho que o afasta do jogo contra o Coritiba, e ao menos se safou de três disparos que foram ouvidos durante a grande confusão.
No Inter, ninguém confirma o fato e o médico Carlos Poisl, questionado sobre a razão do corte que obrigou a um procedimento hospitalar, desconversou: "Não sei dizer o que aconteceu. Isso, só com o próprio atleta. Foi um corte de cinco a sete centímetros bem na frente do joelho. Ele terá de ficar em repouso pelo menos até segunda".
Ainda neste primeiro semestre, Jô, que lidera o ranking dos jogadores envolvidos em "babados fortes", já havia sido afastado da equipe por ter fugido do Beira-Rio, pouco antes de uma viagem. Ele havia feito uma festa na noite anterior, em casa, na qual vizinhos chegaram a chamar a Brigada Militar, tal era a bagunça e o incômodo.
É balada demais para um clube que nas últimas temporadas vem sendo vencedor e que, como discurso externo, fala ser a capacidade de administração da ordem e da disciplina uma das causas desse sucesso.
Direto de Porto Alegre
Seg, 14 de Maio de 2012 21:58

Nos anos 70 só dava ele. O Inter foi octacampeão gaúcho e tricampeão brasileiro, atropelando todo mundo, especialmente um Grêmio que se esforçava mas nada podia fazer diante de tanto talento. Paulo Roberto Falcão liderava aquele Inter imbatível, o melhor time do País na década. Ano passado, então como treinador, Falcão voltou a ser decisivo nesse duelo eterno, e levou o Inter a ser campeão gaúcho, contra o Grêmio que era comandado por Renato Portaluppi.
Mas em meio à temporada 2011 o elegante técnico e ex-volante colorado foi embora e todos imaginaram que tão cedo ele não cruzaria o caminho do Tricolor. Engano geral. Nesta quarta-feira lá estará ele outra vez como inimigo, agora como treinador do Bahia, o adversário da equipe gaúcha nas quartas-de-finais da Copa do Brasil.
Eternizado, nos seus áureos tempos de atleta, como "Rei de Roma", Falcão tem sido chamado, nas últimas 48 horas, de "Rei da Bahia", pois conseguiu levar o clube a um título que não alcançava havia 11 anos. Mas rejeitou o rótulo...
“Não seria justo. Reis da Bahia são os meus jogadores e a torcida. Eles acreditaram, nunca arredaram o pé, estiveram sempre ao nosso lado”, declarou no final da tarde de domingo. Ao mesmo tempo, projetou presença outra vez decisiva dos torcedores baianos no estádio, na quarta, quando ocorrerá, a partir das 21 horas, no primeiro dos dois confrontos com o Grêmio.
Ao mesmo tempo, no Olímpico, a diretoria já faz cálculos de uma renda enorme na partida de volta, com Olímpico lotado. A previsão de casa cheia, principalmente pela presença de Falcão à frente do inimigo, fez com que já nesta segunda-feira o clube gaúcho começasse a vender os ingressos para a partida que será realizada em Porto Alegre somente dentro de dez dias.
Serão dois grandes jogos, sem dúvida e, como curiosidade, como atrativo extra, o fato de que os dois treinadores, Falcão e Vanderlei Luxemburgo, são amigos – como mostra a foto - e até atuaram juntos no Inter, nos anos 70. Falcão era o craque, Luxa, um lateral reserva de poucas qualidades. Já na comparação como técnicos, o atual comandante do Grêmio leva uma vantagem gigantesca no número de conquistas. Mas até aí estamos falando de passado. O que vale, agora são esses dois duelos que teremos pela frente.
Direto de Porto Alegre
Dom, 13 de Maio de 2012 19:41
Previsão era de conquista fácil, mas 41º Gauchão veio com sofrimento
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Foi bem mais difícil do que se imaginava, mas o Inter fez 2 a 1 sobre o Caxias, de virada, e acabou confirmando seu favoritismo e o título gaúcho de 2012. Foi o 41º da história, com o que o clube livrou agora cinco estaduais de vantagem sobre o seu maior rival, o Grêmio.
A conquista não significou apenas mais um troféu e uma maior distância nessa guerra eterna contra o inimigo tricolor. Significou também a salvação do semestre, depois da eliminação na Libertadores da América, ocorrida quarta-feira passada, diante do Fluminense; e ainda a manutenção do técnico Dorival Júnior no comando do time. Isso porque um novo fracasso, agora no âmbito regional, levaria o clube a demiti-lo.
No jogo contra o Caxias, nesta tarde de domingo, até um empate em 0 a 0 já serviria para o Inter ser campeão, depois do 1 a 1 ocorrido na primeira partida da decisão, sete dias antes. E sendo o jogo no Beira-Rio, todos os colorados imaginavam que o título viria sem maiores sobressaltos. Mas foi um sufoco.
O Caxias largou na frente, gol de Michel, de cabeça, aos 26min do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, e naquela etapa inicial a atuação colorada foi tão deficiente que o time foi para o vestiário ouvindo intensas e merecidas vaias. Mudar jogadores e atitude, para os 45 minutos finais, era obrigação.
O Inter voltou com seu craque D'Alessandro – após longo afastamento por lesão – no lugar de Dátolo, e Dagoberto como substituto de Tinga. E tudo mudou mesmo. O time amassou o Caxias, desperdiçou pênalti em má cobrança de Nei aos 6min, empatou através de Sandro Silva aos 21, e virou com o artilheiro da competição, Leandro Damião, de cabeça, aos 27. Foi o 11º gol do centroavante no campeonato.
"Depois da eliminação na Libertadores, fiquei duas noites sem dormir, mas acabamos vencendo o Gauchão e dou parabéns ao nosso treinador", dedicou Damião, em meio à comemoração do título, destacando a palestra que fizera Dorival Júnior antes da final, que segundo ele foi entusiasmante.
Palavras de um jogador que sabia estar ameaçada de degola a cabeça do técnico. E Dorival esteve tão nervoso neste domingo, que chegou a se descontrolar, reclamar agressivamente da arbitragem, e ser expulso quando faltavam dez minutos para o final. da partida.
Mas, mesmo sem o "professor" à beira do gramado, o Inter manteve o 2 a 1 e foi campeão. Agora Dorival terá confiança e calma para pensar no título do Brasileirão, algo que o clube não alcança desde 1979.
"O Internacional tem grupo para brigar por esse título, mas sabemos que o elenco terá de ser um pouco mais composto", declarou em sua entrevista coletiva após a decisão, o aliviado Dorival. a corrida atrás desse troféu nacional que não vem há 32 anos, começa já no próximo final de semana, contra o Coritiba, em casa.
Foto: Site Oficial Internacional
Direto de Porto Alegre
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