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Última atualização em Sáb, 26 de Novembro de 2011 11:32 Sex, 25 de Novembro de 2011 09:27
Policia

Conforme relatório enviado pela Polícia Civil de Xaxim, ontem, dia 24, às 16h30min, a Equipe de investigações da Polícia Civil de Xaxim, contando com o apoio da Divisão de Investigações Criminais da Polícia Civil de Xanxerê, efetuaram a prisão em flagrante de três funcionários do Hospital Frei Bruno, pela prática do crime de Concussão, prevista no art. 316 do código penal.
Alguns dias antes, a equipe de investigações, liderada pela delegada Olívia Moretto Candido Souza, recebeu a denúncia que funcionários do Hospital cobravam uma tarifa de R$90,00 para realizar o exame de emissões otoacústicas evocadas, conhecido popularmente pelo “Teste da Orelhinha”, e sabendo que o hospital realiza o teste uma vez ao mês, e que no dia 24 de novembro estava marcado para a realização dos teste, a Polícia Civil resolveu montar uma operação.
Um policial civil disfarçado acompanhou uma mãe que havia denunciado o esquema ocorrido dentro do hospital, enquanto uma equipe de policiais aguardava do lado de fora, esperando a consumação do crime. Após o pagamento, a Polícia entrou no hospital e deu voz de prisão aos funcionários que exigiram a cobrança do valor indevido para a realização do exame. Com uma enfermeira, foram encontrados R$540,00, provenientes das cobranças feitas no dia, relativas ao teste. Ainda, também fora encontrado no hospital um caderno com anotações contábeis do referido teste.
O exame de emissões otoacústicas evocadas, conhecido popularmente pelo “Teste da Orelhinha”, de acordo com a Lei Promulgada Estadual 14.375/08, além da Lei Federal 12.303/2010, deve ser realizado de forma gratuita nos hospitais e maternidades, públicos e privados, nas crianças nascidas em suas dependências. No caso de crianças nascidas em outro hospital, caso este não tenha condições técnicas para realizar o exame, o mesmo deverá ser agendado em um hospital apto a realizá-lo, também de forma gratuita.
Sabe-se que mais vítimas tiveram que pagar para fazer o exame, mesmo que tenham realizado o parto no hospital. A investigação continuará para apurar mais detalhes deste fato, além de outras possíveis irregularidades que possam estar acontecendo na administração do hospital.
Polícia Civil de Xaxim
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