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Consumo continua forte

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Seg, 13 de Fevereiro de 2012 08:40

Começou 2012 e o ritmo de gastos continua forte. O poder aquisitivo das famílias brasileiras continua crescendo.  A demanda por bens de consumo está ao alcance da grande maioria da população. Mesmo nas dificuldades que algumas regiões enfrentam, seja por excesso ou falta de chuvas por exemplo, o consumo por alimentos não desacelera. Nesses momentos é claro, há uma mudança de hábito e na procura por certos produtos, mas o essencial permanece.

O povo não deixa de comprar aquilo que é primordial para o seu dia-a-dia. Se algum produto tem seu preço elevado demais num curto espaço de tempo, imediatamente é substituído por outro. Isso fica bem claro principalmente em verduras, frutas e carnes. O consumidor brasileiro aprendeu a se abastecer com liberdade e não pretende perder esse poder que conquistou. A comida é sagrada, não pode faltar, portanto, numa lista de prioridades durante um aperto ou uma crise, é praticamente a última a ser suprimida.

Desde que foi fundada, a Cooperalfa sempre atuou na área de consumo, porém passou a investir mais fortemente nos últimos anos,  por ser essa uma atividade contínua e rentável. A atividade de consumo complementa a atividade principal do agricultor-associado que é a produção de alimentos, ou seja, o associado produz, mas também depende do seu próprio abastecimento pelos demais produtos. A expansão dos investimentos para as cidades se deu à medida que os consumidores buscam a Alfa pelo seu modo de comercialização e a confiança da marca, sempre dentro dos padrões de respeito ao consumidor e a legislação.

Lembremos que nas cidades estão muitos ex-associados e familiares dos que ainda produzem. Os filhos dos associados sabem que comprando na Alfa estarão fortalecendo a sociedade-empresa que pertence aos seus pais, pois eles são os reais cotistas da Cooperalfa. Se levarmos em conta que a Alfa possui hoje 15.400 associados, o número total de familiares consumidores é bastante expressivo e nada mais justo que a própria cooperativa tenha esse retorno.

A Cooperalfa, nesses 44 anos,  sempre buscou diversificar suas atividades, conquistando assim sua solidez financeira e com isso a necessidade de continuar crescendo.

*Gentil Luiz Santin

Administrador, Pós-Graduado em Gestão de Sociedades Cooperativas. Exerce o cargo de Gerente de Suprimentos e é responsável pelas atividades de Supermercados, Ferragens e Materiais de Construção da Cooperalfa.

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Que agricultura brasileira é essa?

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Qui, 09 de Fevereiro de 2012 13:35

Em 1970, um agricultor no Brasil produzia comida para 73 pessoas. Hoje, produz para 155 pessoas, ou seja, para o dobro. São igualmente impressionantes os números da Agricultura Familiar brasileira, cujo montante de sócios da Alfa que se identificam com esse modelo chega perto de 80% das 15.400 propriedades, distribuídas em mais de 60 municípios de SC.

O Brasil conta hoje com 4.367.902 estabelecimentos rurais trabalhados por produtores familiares, estes, capazes de gerar: 87% da mandioca; 70% do feijão;  46% do milho brasileiro; 38% do café nacional; 34% do arroz; 58% do leite; 59% dos suínos, 21% do trigo brasileiro; 30% dos bovinos e 50% das aves. São mais de 12 milhões de pessoas produzindo, sendo que 4,1 milhões, ou seja, 1/3, são mulheres agricultoras. Aposentadorias e outras receitas não-agrícolas completam a renda dessas famílias.

Por outro lado, da média nacional, somente 44% dos agricultores brasileiros da Classe A, dispõem de assistência técnica, e apenas 25,1% do tipo B podem contar com essa orientação profissional. Já na região sul, esse trabalho alcança 74,7% das propriedades familiares de padrão A. O pior atendimento técnico ainda reside no Norte e Nordeste.

Programas como o Mais Alimentos – destinado à melhoria da frota de máquinas, o de Habitação Rural, o de produção de bio-combustíveis, o que absorve alimentos de origem familiar para as escolas e o PRONAF, todos proporcionados pelo Governo Federal, têm se mostrado positivas alavancas para melhorar o nível de rentabilidade e o padrão dos agricultores familiares, mas muito ainda precisa ser feito, a exemplo do seguro agrícola, que há muito tempo é apenas um sonho.

Pelas bandas catarinenses, o troca-troca, o esforço para a defesa sanitária e o Programa Santa Catarina Rural - que prevê a instalação de 500 agroindústrias familiares, também merecem aplausos, mas ainda não existem estratégias convincentes que amenizem a forte carga tributária que recai sobre o setor, nem para anestesiar imediatamente efeitos de intempéries, é insipiente o pacote de diretrizes focadas a fortalecer a sucessão familiar na roça,sem contar que o campo ainda é penalizado pelos serviços caros e pouco seguros em energia elétrica e os de  comunicação. Especialmente em SC, as pequenas propriedades também estão saindo insatisfeitas da longa discussão sobre o novo Código Ambiental Brasileiro.

As cooperativas, sindicatos e extensão rural fazem seu papel, dentro de suas limitações. Um bom exemplo são as 17 edições do Campo Demonstrativo Alfa realizado em Chapecó e as sete efetivadas em Bela Vista do Toldo, no Planalto Norte. São dois pólos de transmissão de conhecimento e tecnologias viáveis, ações estas que, somados aos cerca de 800 eventos realizados por ano pela Alfa, dão suporte às transformações e as melhorias para seu quadro social.

Romeo Bet

Agricultor em Planalto Alegre

Presidente da Cooperativa Agroindustrial Alfa

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Artigo: Carteiros pelo desenvolvimento do Brasil

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Última atualização em Qua, 25 de Janeiro de 2012 16:21 Qua, 25 de Janeiro de 2012 14:16

No momento em que os Correios passam pela maior transformação de sua história, modernizando-se para enfrentar os desafios dos novos tempos, os 60 mil carteiros e carteiras do Brasil, que representam quase metade do efetivo da empresa, têm papel relevante na construção desta nova fase. Estes trabalhadores compõem um elo de uma corrente que tem a missão de, a cada dia, atender com mais eficiência e maior qualidade a população.
Em 25 de janeiro comemoramos o Dia do Carteiro, data que remonta ao período Brasil Colônia, em 1663, quando foi instituído o Correio-Mor. Ao longo desta rica história, um carteiro notabilizou-se: Paulo Bregaro, que levou para Dom Pedro I as notícias de Portugal que ensejaram a Independência do Brasil.
De lá para cá, milhares de carteiros, de uma forma ou de outra, já passaram por nossas vidas. Um bilhete de amor enviado, uma carta recebida de um parente distante, um brinquedo para nossos filhos, uma encomenda da empresa, um remédio necessário, a carta anunciando o benefício da aposentadoria ou simplesmente um cartão de Natal. Não importa o tamanho nem o conteúdo, por trás de 35 milhões de objetos entregues todos os dias, estão homens e mulheres que fazem dos Correios uma das instituições mais admiradas e respeitadas pela sociedade.
O governo da presidenta Dilma está empenhado em transformar os Correios em uma empresa de classe mundial, mais forte e moderna, ajustada ao nível de desenvolvimento do Brasil. Para isto, contratamos cinco mil novos carteiros do último concurso realizado em 2011, adquirimos seis mil veículos, entre motocicletas, furgões e caminhões, e quase duas mil empilhadeiras e paleteiras, incrementando as áreas de pessoal e de operações, sempre com foco no cliente.
Neste mês, mais do que cumprimentar os carteiros pelo seu dia, queremos compartilhar com todos os brasileiros o novo momento pelo qual os Correios estão passando, em prol de um País com mais inclusão, menos desigualdades e acima de tudo comprometido com um serviço público de excelência à população brasileira.

Wagner Pinheiro de Oliveira
Presidente dos Correios

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Morre um lutador do povo!

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Ter, 29 de Novembro de 2011 10:27

A coragem inabalável, a obsessão pela luta pacífica e o gosto pelo diálogo franco não foram as únicas marcas da extraordinária e curta passagem deste grande cidadão chapecoense chamado Marcelino Chiarello.

Marcelino morre denunciando e combatendo a corrupção em Chapecó. A trajetória do professor e vereador fica marcada na história política do município como uma grande liderança, que teve a vida pautada por sua conduta ética e ilibada, combatendo, com altivez, todos os tipos de injustiças sociais e atos ilícitos na política.

Quais são as razões deste crime bárbaro? Quem são os assassinos? E quem são os mandantes? Quais os motivos para tamanha violência? A sociedade chapecoense quer e precisar saber quem são os responsáveis por este crime que tirou a vida de nosso companheiro.

Se os assassinos estão pensando que a morte do Marcelino vai nos silenciar, estão muito enganados. Marcelino morre, mas ele vai ressuscitar em cada uma das lutas que vamos travar daqui pela frente.

Exigimos justiça, rápida e exemplar. A morte de Marcelino Chiarello não será em vão, sua voz não será calada, mas multiplicada em milhões de outras vozes que clamam por justiça, por honestidade e em defesa da vida.

Neste momento de comoção, luto e revolta, nos solidarizamos com a toda família do eterno companheiro e amigos Marcelino Chiarello, uma perda irreparável para todos nós.

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira” (Che).

 

Deputado federal Pedro Uczai (PT/SC)

Presidente do Diretório Municipal do PT – Chapecó

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Maioridade Penal: 14,15,16,17 ou 18 anos?

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Ter, 29 de Novembro de 2011 08:56

No Senado existem seis propostas de redução da maioridade penal, sendo a maioria para 16 anos. Há também uma proposta de decreto legislativo para um plebiscito sobre o assunto, que deu entrada na mesma Casa no mês de outubro passado, onde a população seria consultada sobre a matéria. O Ibope, no mês passado, revelou o resultado da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Segurança Pública” onde 75% da população foram favoráveis pela redução da idade penal.

Para 83% a maioridade em 18 anos é um estímulo a prática de crimes pelos menores, fazendo com que estes funcionem como instrumentos de adultos mal intencionados (veja-se na questão das drogas, os famosos “aviõezinhos”).

A mesma pesquisa CNI-Ibope esclarece que o índice de aprovação pela diminuição da maioridade não tem grandes variações nos diferentes extratos sociais, nem no nível de escolaridade, nem tampouco no critério idade. A aprovação da diminuição da maioridade varia entre 73% e 76%.

Como já se asseverou em outra oportunidade, seria útil que fosse discutida, entre todas as hipóteses possíveis, a possibilidade de adotar-se no Brasil a sistemática que considera a idade psicológica e não apenas a idade biológica para a imputabilidade penal.

Naquela, a psicológica, uma junta de especialistas aferiria a capacidade de consciência do indivíduo em relação a gravidade e conseqüências do ato praticado, bem como a índole deste mesmo sujeito.

Para se alterar a disposição constitucional que estabelece no artigo 228 a maioridade penal aos 18 anos, torna-se necessária uma emenda constitucional que, votada em dois turnos nas duas casas legislativas (Câmara e Senado), precisaria ser aprovada por três quintos de cada plenário.

O documento que compila os resultados da pequisa CNI-Ibope conclui que “os crimes praticados por menores é uma preocupação da população, que também demanda ações mais severas nesses casos”.

Fechar os olhos para situação que já bate às portas do nosso Estado é mais do que mera omissão. É acender o estopim de uma bomba que fatalmente nos atingirá.

Por isso, vamos realizar no próximo dia 5 de dezembro, uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir esta possibilidade e convidamos a sociedade para refletir sobre o tema.

*Marcos Vieira, deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa

 
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A convocação de nossas crianças e adolescentes!

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Qua, 26 de Outubro de 2011 08:47

         Vejo na televisão notícia sobre um grupo de crianças que assaltou hotel em São Paulo. Tinham em torno de 07 a 13 anos. Enfrentaram os funcionários, guardas, policiais e fizeram o que bem entenderam. Roubaram, destruíram o que viram pela frente, saíram tranquilamente. Foram apreendidas e mesmo assim, nada as fazia parar. Fugiram, gritaram, corriam. Apreendidas novamente, quebravam, batiam, resistiam. Foi necessária a força e a contenção para fazê-las aquietarem-se.

            Nas ruas muitas usurpam, na melhor das hipóteses esmolam, dormem anestesiadas nas calçadas, drogam-se, perambulam pelas vielas, andam em bandos ou sós, como sombras de solidão em meio à multidão surda, muda, chocada e anestesiada diante de tanto horror, ou melhor, tanto abandono.

            Em nossa cidade há muito tempo se sabe que há um grupo reincidente de adolescentes que assaltam estabelecimentos e  residências. Paralelo a isso, para não dizer que não temos nada a ver com isso, lembremos de festinhas ou encontros de crianças e adolescentes que não são ditos “de rua”. Podem ser os nossos filhos ou dos amigos ou dos vizinhos. Distante do olhar dos adultos ultrapassa os limites quebrando coisas, negligenciando cuidados com a propriedade alheia, extinguindo a possível sanção que poderia vir do outro.

            O que acontece conosco? Ou com eles? Testam os limites e a resistência dos adultos e prosseguem... continuam ultrapassando, agem, persistem e nós? Emudecidos, temerosos de barrá-los? Por que não fazê-los assumir as conseqüências de seus atos? Como podemos tentar pelo menos compreender o que se passa? O que eles querem nos dizer através de seus atos aparentemente divertidos, prazerosos e audaciosos?

            A ação instiga o olhar. Algumas imagens impõem-se aos nossos olhos. Querem ser vistos? Reconhecidos? Um clamor talvez para marcar a própria existência? O que querem? O que buscam? Um prazer desenfreado? O prazer, para ser prazer precisa ter interrupção, limite, caso contrário, em psicanálise se diz que há gozo, ininterrupto, o que pode levar à morte.

            As crianças e adolescentes nos convocam para que assumamos os nossos papéis tão diluídos nos últimos tempos no poder da ciência e da mídia. A verdade sobre o que deve ou não ser permitido ou buscado é ditada muito mais pela internet e programas de televisão do que pela palavra dos pais.  Mas estamos enganados quando muitas vezes vencidos pelo cansaço e pela culpa assinamos embaixo disso tudo nos omitindo ou relevando, justificando as atitudes deles, reconsiderando, dando mais inúmeras chances.

            Até quando? Até quando vamos permanecer resistentes em compreender que o que eles buscam com essas atitudes desvairadas é AMOR, reconhecimento de que existem, de que precisam ter um lugar mais claro e nítido nas nossas vidas?  Amá-los significa barrá-los para sua própria proteção e dos outros, pois afinal ninguém vive sozinho e precisamos aprender a transitar e respeitar o limite entre o eu e o outro.

            Somos convocados por eles a todo o instante e estamos surdos, mudos, amortecidos e culpados! Tomados por essa labuta diária que é viver, preocupados com a própria imagem, com a sobrevivência, também com a busca de prazer a qualquer custo, anestesiados por remédios para aliviar o mínimo mal estar, nos chocamos diante do que vimos sem nos darmos conta do clamor: “Vejam-nos se não conseguem nos ouvir,  nós existimos, não nos abandonem, barrem-nos, protejam-nos e, acima de tudo, AMEM-NOS”.

Návia T. Pattussi

Psicanalista

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